Se te contasse quantas vezes bate meu peito quando te vejo e você tentasse contar,
O número mais alto do seu vocabulário riria de sua falta de imaginação.
Se te entregasse meu coração embrulhado em um laço e te pedisse para fazer o que quiser com ele,
Só o faria de novo: se lembra quando ele rasgou meu peito e te disse que era seu antes da hora?
Se despedaçava no chão como um copo de vidro e dúvidas,
É porque a memória é preguiçosa e não lembra como era antes de você.
Se fugia, pelas ruas a morrer, enquanto a madrugada perdia nosso casal,
Só te pedia para me esperar um pouco, porque a manhã tem mais girassóis do que os fantasmas da noite.
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30/09/2016
27/06/2016
Direções
À noite, sua.
Nós duas, cruas.
Prontas em qualquer direção.
Nós duas, cruas.
Prontas em qualquer direção.
A noite sua.
Você sussurra:
Vira as costas.
Você sussurra:
Vira as costas.
Deliro tonta, mordendo o colchão.
Me traduz em nova,
Lua cheia.
Sou só isso:
Lua cheia.
Sou só isso:
Papel em branco que espera sua caneta.
Me penetra em gozo,
Professor.
Te devolvo em dobro
Todo meu amor.
Professor.
Te devolvo em dobro
Todo meu amor.
17/05/2016
Decanta
Qual a forma que procura nas estrelas?
O brilho da primeira luz te basta? Te cega?
Ou seu nome é paciência, desejo, ardência?
O primeiro brilho te encanta,
Olha irreprensível o olho do fogo.
O primeiro brilho decanta
Em constelação.
Pronto pra mim, ti, eles, elas.
Para amanhecer contigo em primavera,
Ouvir de seus outonos com ternura e fazer verão
Com o que, quando criança, fiz inverno.
16/05/2016
Twist and Cry
Thank you sister for sharing your heart,
For staying and leaving yet living with us.
I now declare we belong to outer us.
Our souls crashed, our ideas spoke to each other,
Our deepest fears mellowed in an ocean of tears.
Why was I crying? Wasn’t I just telling you a story about this sweet boy?
And how I wanted to become part of his family, for I have not my own,
And how I feared they wouldn’t find me special, like a teenager overthinking his first date?
Why were you crying? And holding me so strong? You never broke anyone’s heart, sister.
You are just one of a kind, you leave a deep impression and leave. River of what ifs.
Don’t feel bad for being so great, don’t feel sad when people don’t realize
One can’t live one’s life in disguise.
Pretend there is no sameness to cope,
Pretend that all change isn’t just the hope
That we will live forever.
Thank you darling for showing that part that everyone is trying to hide.
For speaking your heart and listening mine,
For twisting hips together at savassi-brooklin,
For writing your first sweet song and letting me play along,
For fixing my lyrics and many overwhelming ideas that haunt me.
Anytime at all, all you’ve got to do is call and I’ll be there,
Either saying some cheesy-sexy crap, shall you need laugh
Or listening and crying along, when you long the idea of home.
13/04/2016
Hoje, ontem, amanhã.
Hoje,
Futuro-mais-que-perfeito do ontem,
O resto é todo.
Intrépido enquanto,
Rarefeito antes e depois
Deste momento
Que não tem começo nem fim.
E, fantasmagórico, amanhã
Contradiz o espaço
O xêro.
E o gosto é quanto
Que não se conta.
E o verso, torso, o gosto
Que permanece.03/04/2016
A reta e o ponto
Como sói dizer-se
Dói
Ser um só corpo
E não poder
Preencher o quarto
Ser cem em dialética
Binário em aritimética
Sem transcender a barreira
Entre o possível
E o factível
Pudesse compartilhar
Com meus pares
Quiçá tocar
Em conjunto
Notas que só se encontra se não se busca
Seriam tantas canções
Mas que seria
Daquele momento
Meu?
E qual a graça
Do particular
Não-traduzível
Por definição
Tomar a forma
Quadrada
Inerente à tradução
Da sensação em equação?20/03/2016
Golden Slumbers
Late thoughts, early morning, Was I dreaming or thinking?
Was I in charge of that mellow orchestra?
Conducting the notes which shall come hereafter,
Taming my fears, scared yet laughter
Glows up my face as I go up
That stage and look at you.
I turn my back and all is quiet,
Lift my arm and all in fire,
Notes are flying side by side,
Reaching ears, souls and minds.
That’s my hope, my eyes are closed.
Final note and I turn back,
Eyes wide open, you’re not there.
Yet tomorrow never knows
Whether the tide comes or goes.
Whether the tide comes or goes.
28/05/2015
Sleep Tight
I want to live
I want to die
I want to go
Where angels guide
Someday I will fly
But not today
Today I will stay
Within my sway
Lost and found
We've always been
A sweet true love
Perhaps a dream
For all is true
Is fantasy
Hence all not true
Not worthwhile
I wish that we
Could reconcile
Yet not today
It cannot be
Perhaps it's not
Supposed to be
At least for now
Or hundred years
Yet there is a bond
I can't deny
Which leads me straight
Up to your heart
And sure I'll see
You everyday
Although you'll be
So far away
So sleep tight love
As every night
You've done all
The last years so bright
Sun will always
Shine for you
And wake you from
Your sweet curfew
I'll miss you so
That's all I say
But life's like this
There is no replay
I want to die
I want to go
Where angels guide
Someday I will fly
But not today
Today I will stay
Within my sway
Lost and found
We've always been
A sweet true love
Perhaps a dream
For all is true
Is fantasy
Hence all not true
Not worthwhile
I wish that we
Could reconcile
Yet not today
It cannot be
Perhaps it's not
Supposed to be
At least for now
Or hundred years
Yet there is a bond
I can't deny
Which leads me straight
Up to your heart
And sure I'll see
You everyday
Although you'll be
So far away
So sleep tight love
As every night
You've done all
The last years so bright
Sun will always
Shine for you
And wake you from
Your sweet curfew
I'll miss you so
That's all I say
But life's like this
There is no replay
09/10/2013
Mea Culpa
Tanta coisa por ser dita e que não foi.
Tudo foi choro para dentro.
E agora, Maria?
Agora choro no papel.
Queria não te ter escrito tantos poemas,
E ter te falado mais.
Queria ter te escutado mais,
E não te ter visto ouvir tantas de minhas canções.
Queria não te ter contando sobre a vida de tantos economistas,
E ter te revelado o estado de minhas finanças pessoais.
Queria ter viajado mais com você
E menos em você.
Ainda quero.
23/07/2013
Infinite Sky
Infinite Sky,
Lord of all,
Take me by the hand.
I surrender to thou mystery.
One gets tired
Trying to pretend
Your laws to comprehend.
As if you were a puzzle waiting to be solved.
But now I know I know not who you are.
Your shadows need not light to be created,
For your wonders go beyond definitions.
Our science doesn't reach yours.
We don't share a common language.
I'm stuck in time,
You're broader than it.
I see a line,
But than I see,
That you and me,
And all the rest,
Are part of something else.
The indefinable place
That is bigger than all space.
Lord of all,
Take me by the hand.
I surrender to thou mystery.
One gets tired
Trying to pretend
Your laws to comprehend.
As if you were a puzzle waiting to be solved.
But now I know I know not who you are.
Your shadows need not light to be created,
For your wonders go beyond definitions.
Our science doesn't reach yours.
We don't share a common language.
I'm stuck in time,
You're broader than it.
I see a line,
But than I see,
That you and me,
And all the rest,
Are part of something else.
The indefinable place
That is bigger than all space.
20/11/2012
Amor Incondicional
Amor incondicional
A me colocar
Nos confins de minha consciência,
Entre o sentir e o pensar.
Sangue do meu sangue,
Porque
pensamos tão diferente?
És
a ferida que amo.
És o reduto da desigualdade que o Brasil proclama.
És a injustiça fardada em beca.
És,
a um só tempo, meu repúdio e minha meca.
11/08/2012
In between your thighs
In between
your thighs lies the mystery of the universe.
The mystery
of creation, reincarnation some might say.
One should
honor thy profound sacred,
And sure-footed
you should walk around.
But does
the easy way ever work?
Can the
human being live without pain?
Or are we
slaves of our own uncertainties?
Can we live
with none to blame?
Gender-Battle
I shall name
all the
problems that remain
from the
cradle up to now,
I just cannot
figure how
we will
ever speak the same
language or
at least pretend
that we do
not even care
for all differences
we share.
I took a
breath and made a pause
when I felt
that verse went loose.
If I kept
on going I
might have
gone where all fears lie.
15/07/2012
Marcelo
Marcelo, meu amigo camarada,
eu hoje, mais que nunca,
eu hoje, mais que nunca,
te abraço, viro irmão.
Sei que estivemos juntos
em tantas gargalhadas.
Mas hoje, nossos prantos
celebram nossa comunhão.
A bossa nova, nossa trilha,
nunca foi tão melancólica.
Mas um dia, certamente,
voltará a alegrar.
É hora de deixar a ferida cicatrizar,
posto que a marca nunca irá sair.
Mas tudo na vida se aprende a lidar.
Mesmo no choro é possível sorrir.
Então, amigo-pai-irmão e mestre,
vamos sair de mãos dadas.
Enfrentar a impossível vida,
fazer, com maestria, a jornada.
07/07/2012
O rei Artur
No dia em que tentaram
pegar o rei Artur,
primeiro enfrentaram
a sua linha de peões.
Eu um peão calado,
pegar o rei Artur,
primeiro enfrentaram
a sua linha de peões.
Eu um peão calado,
que só sabe compor.
Se for sacrificado,
sei é para te proteger.
A vida imita o jogo,
uns ficam e outros vão.
A vida é um jogo
Que nós não podemos vencer.
Movemos nossas peças,
tentando dominar
o centro do tabuleiro,
a estratégia é não parar.
Sempre que eu estiver
na batalha com você,
será o rei e eu peão,
sempre a te proteger.
Então me chame amigo-rei
para a partida que quiser.
A sua ordem é meu abrigo
e o seu comando minha lei.
30/06/2012
Brothers and Sisters
It doesn`t matter how much money you've got,
for all the gold in the world
won't cure your blindness...
You are so vain about how rich you are, aren't you?
You probably think this poem is about you. You're so vain!
But, in your vein, flows not royal blood,
for there is no such thing.
What really puzzles me is:
How can you be part of the problem
and think that you are part of answer?
Can`t you realize that:
WE ARE LIVING IN A SOCIETY!
Quoting Costanza,
philosopher of real life,
I`m just trying to give you
some piece of advice.
We're brothers and sisters,
we should share this world.
But that kind of justice
you may never know.
12/06/2012
Natal
Surge, enfim, em mim,
razão para buscar,
algures,
a justa medida de tudo.
Quero que me acompanhe,
pois sei que não há,
nenhures,
alguém como você.
Nosso natal pode ser
João Pessoa ou Porto Alegre.
Rezo apenas para os deuses:
Que ele comece breve!
Na alegria ou na tristeza,
haja tpm ou não,
quero sempre estar contigo.
Peço hoje sua mão.
razão para buscar,
algures,
a justa medida de tudo.
Quero que me acompanhe,
pois sei que não há,
nenhures,
alguém como você.
Nosso natal pode ser
João Pessoa ou Porto Alegre.
Rezo apenas para os deuses:
Que ele comece breve!
Na alegria ou na tristeza,
haja tpm ou não,
quero sempre estar contigo.
Peço hoje sua mão.
26/05/2012
O esquisito
Oh cachorro engarrafado!
Torna-me o poeta que não sou.
Permita-me transcender a futilidade mundana.
Quero ser uma pessoa como o Fernando,
romper com um machado os grilhões que em mim morais.
Mas na fortuna vivida fui escorregando.
E defini, bem ou mal, o que chamo de paz.
Azar no amor, sorte na poesia.
Otimista, não obstante, fiz desta meu guia.
Declarei a tristeza minha maior heresia.
E num trago, impiedoso, o esquisito então sumia.
Torna-me o poeta que não sou.
Permita-me transcender a futilidade mundana.
Quero ser uma pessoa como o Fernando,
romper com um machado os grilhões que em mim morais.
Mas na fortuna vivida fui escorregando.
E defini, bem ou mal, o que chamo de paz.
Azar no amor, sorte na poesia.
Otimista, não obstante, fiz desta meu guia.
Declarei a tristeza minha maior heresia.
E num trago, impiedoso, o esquisito então sumia.
05/01/2012
Correndo na chuva
Nasci para sentir,
às vezes sinto ter nascido.
Corre tanto sangue em mim.
Nunca cessa esse pensar.
Seu passado, todo,
é presente em minha mente.
Reverbera pelo tempo.
Me faz quase sufocar.
Tão difícil explicar.
Descontrole? Pode ser.
Mas, quem pode dizer
que não tem nada anormal?
Saio correndo na chuva
A pensar se enloqueci.
E se pode o coração
dominar nossa razão.
Feliz e triste, ao mesmo tempo,
dicotomia do viver...
Não sei se me quer como sou.
Só sei que não vivo sem você.
às vezes sinto ter nascido.
Corre tanto sangue em mim.
Nunca cessa esse pensar.
Seu passado, todo,
é presente em minha mente.
Reverbera pelo tempo.
Me faz quase sufocar.
Tão difícil explicar.
Descontrole? Pode ser.
Mas, quem pode dizer
que não tem nada anormal?
Saio correndo na chuva
A pensar se enloqueci.
E se pode o coração
dominar nossa razão.
Feliz e triste, ao mesmo tempo,
dicotomia do viver...
Não sei se me quer como sou.
Só sei que não vivo sem você.
30/11/2011
O caminho das índias.
Vamos achar o caminho
Que nos leva pra Índia.
Basta juntar uns trocados
Olhar para o câmbio e sorrir.
Somos dois virgens que sabem
Quase nada da vida.
Mas nem toda ignorância é burra,
Aprendemos o mais importante.
Sabemos que nada sabemos,
Tudo queremos desvendar.
Esquecer o que disse a católica,
Com Buda nos reinventar.
E quando acabar o dinheiro,
Voltar para casa mais ricos,
Um pouco mais sábios, quem sabe?
Num mundo mais simples, mais livre...
Que nos leva pra Índia.
Basta juntar uns trocados
Olhar para o câmbio e sorrir.
Somos dois virgens que sabem
Quase nada da vida.
Mas nem toda ignorância é burra,
Aprendemos o mais importante.
Sabemos que nada sabemos,
Tudo queremos desvendar.
Esquecer o que disse a católica,
Com Buda nos reinventar.
E quando acabar o dinheiro,
Voltar para casa mais ricos,
Um pouco mais sábios, quem sabe?
Num mundo mais simples, mais livre...
NAMASTÊ
24/11/2011
Força remador!
Céu de brigadeiro,
Lago de anil,
Vou remar o mar inteiro,
Numa ilha ancorar.
Vou sair e nunca mais voltar.
Finca o pé no Fincapé,
Bota o remo no lugar,
Faça força remador!
Não deixe a pá emborcar!
Remar sem saber pra onde,
Só olhando de onde vim.
Do calor ninguém esconde,
Mas boto o boné na água,
E o lago vem beijar
A testa bem de mansinho.
E seguindo o meu caminho,
Pelas águas a bailar,
Te convido pro meu ninho:
Venha comigo quem é do mar!
Lago de anil,
Vou remar o mar inteiro,
Numa ilha ancorar.
Vou sair e nunca mais voltar.
Finca o pé no Fincapé,
Bota o remo no lugar,
Faça força remador!
Não deixe a pá emborcar!
Remar sem saber pra onde,
Só olhando de onde vim.
Do calor ninguém esconde,
Mas boto o boné na água,
E o lago vem beijar
A testa bem de mansinho.
E seguindo o meu caminho,
Pelas águas a bailar,
Te convido pro meu ninho:
Venha comigo quem é do mar!
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