21/06/2011

Diários de uma Bicicleta - Aquecimento

    
 (na foto: Yellow Submarine e Silver Hammer, as magrelas em São Luís, ainda sem os alforges)

Fiz uma viagem de bicicleta pelo nordeste com um amigo em janeiro de 2011. 
Colocarei algumas fotos da viagem junto com um pequeno diário que fiz durante a viagem, não haverá muitos detalhes mas será possível ter uma ideia do percurso que realizamos e da fascinante experiência que é realizar uma viagem deste tipo.
Certamente foi a coisa mais excêntrica que já realizei e tenho certeza que foi apenas a primeira de muitas.

A viagem teve a duração de um mês e pedalamos entre São Luis do Maranhã e Fortaleza. 
No trajeto pegamos barcos, ônibus e caminhonetes, de forma que pedalamos pouco mais de 300 km do trajeto e no restante pegamos carona nos veículos motorizados supracitados. 

Após voar de Belo Horizonte para São Luís do Maranhão, realizamos a primeira etapa da viagem, foram 5 dias de preparativos finais, tínhamos que resolver algumas pendências em relação às bicicletas, incluindo comprar algumas peças e acessórios, montar a bicicleta e os alforges (mochilas que ficam na bicicleta) etc, além disso havia o natural interesse em conhecer a cidade, famosa por ser a "capital brasileira do reggae", posso dizer que não ficamos nem um pouco decepcionados.
Pedalamos cerca de 50km dentro da cidade nesses dias, conhecendo suas praias e sua gente, sem falar no seu charmoso centro histórico que pode ser visto na foto abaixo.
Assim que ficou tudo acertado, subimos na magrela e pé na estrada! 
Como São Luís situa-se no centro de uma ilha, a idea era pedalar até uma cidade portuária da ilha, no caso São José do Ribamar, e dali tomar um barco para o continente, de onde poderíamos pedalar através das praias dos lençois maranhenses rumo à fortaleza, mas isso são cenas de outros capítulos...



                                           (Centro histórico de São Luís do Maranhão)

02/06/2011

Fortaleza

Mãe, a mais bela expressão da palavra.
A gota de orvalho que purifica a última flor do lácio.
Minha vida, minha mãe.
É minha fortaleza quando sou um grão de areia,
É tudo que preciso, pois só ela me completa.
É todas as respostas quando não faltam perguntas.
É todas as ciências em um mundo infinito.

E se um dia perguntar-me onde mora o coração,
Na esquina da saudade te respondo com razão:
Ele mora lá em casa,
Ele nunca fala não.
E o nome dele é Angela,
minha mãe,
minha oração.

30/05/2011

Mundo Sonho

E se você acordar um dia e descobrir
Que a vida foi só um sonho
E esse mundo nem existe
Não tem cartório, muito menos seu nome.

Não criaram cidades, nem televisão.
Não fizeram os carros, nem a suspensão.

E então eu percebo que tudo que vi em meus sonhos foi vão.

O novo mundo é vazio e posso construir
Do jeito que eu quiser.
Aqui o dinheiro nem existe.
Não tem palácio, muito menos o trono.

Não criaram as armas, todos são irmãos.
Não fizeram bandeiras e salvos estão.

Não existe pobreza e o mundo inteiro é só uma nação.

Esse é o meu mundo e te convido
A entrar quando quiser.
Jogue fora tudo de valor,
Pois aqui só o que vale é o amor.

06/05/2011

Black and White

If words could tell what lies
Inside this big brazilian heart
The colors of the rainbow, the brightness of the sky
Would all look like black and white
For there is nothing to compare
To what I feel when what you stare.

If birds would sing a lullaby
The sweetest song, the greatest choir
Would make me dream of you all life
But in my room there are no birds
Only memories and hopes
Hopes of seeing you again
For a lifetime or a day
Because a second by your side
Feels like an eternal ride

07/07/2010

Marx paz e amor.

Marx foi um pouco de tudo. Tô quase terminando de ler o volume um do capital. E após ler uma passagem resolvi entrar no blog para postar o parágrafo que acabei de ler e dizer um pouco o que eu acho do Marx:
A produção mecanizada encontra sua forma mais desenvolvida no sistema orgânico de máquinas-ferramenta combinadas que recebem todos os seus movimentos de um autômato central e que lhes são transmitidos por meio do mecanismo de transmissão. Surge, então, em lugar da máquina isolada, um monstro mecânico que enche edifícios inteiros e cuja força demoníaca se disfarça nos movimentos ritmados quase solenes de seus membros gigantescos e irrompe no turbilhão febril de seus inumeráveis órgãos de trabalho. (O capital, volume 1, capítulo 13)




Quando as pessoas leem o capital na faculdade ou elas viram um marxista convicto, e deixam a barba crescer para provar seu marxismo. Ou acham o livro um saco e não veem qualquer valor na obra. Ainda bem que eu aprendi o valor do meio termo com amigo meu, o Ari. Não vou discorrer sobre o livro, até porque estou fazendo o meu trabalho final sobre ele e falta ainda bastante coisa, mas é claro que é um clássico. Marx demonstra sua eloquencia e sua capacidade de ser técnico e lírico ao mesmo tempo. Nesta passagem que citei acho que ficou claro o lado lúdico de Marx ao qual me refiro. Não foi uma passagem escolhida a dedo, o capital contem tantas outras de valor igual ou ainda maior. Sugiro ao não estudante de economia que quiser conhecer Marx fazer um curso online de HPE (em inglês History of Economic Thought). No youtube é possível assistir a cursos de qualquer disciplina nas maiores faculdades americanas. Tudo de graça, e você assiste a todas as aulas com qualidade muito razoavel. Enfim, só uma dica, pois há cursos em TODAS as áreas, são chamados open courses.

05/07/2010

Copa Multiracial

E Lá se vai a copa da globalização. Belíssima copa que se aproxima do final e ainda reserva grandes emoções. Quem ganhará o título ? Falemos primeiro da multiracialidade da copa. 
Meu primeiro destaque é o zagueiro sul africano Matthew Booth.    
                                                 

Outro fato que marcou a copa foi o confronto dos Boateng. Irmãos se enfretaram nesse mundial, um pela seleção de gana, outro, naturalizado, defendendo a seleção alemã.



A seleção alemã, em síntese, é a expressão pura e simples da multiracialidade. Coincidentemente, ou não, é a favorita ao título do mundial. Se vencerá ou não, saberemos em uma semana. Mas além de Boateng, da foto acima, a seleção alemã é uma sopa de culturas. O meio campo habilidoso, Özil, tem origem Turca e declara versos do alcorão antes da partida, e não canta o hino alemão. Na reserva está Cacau, brasileiro, que canta o hino alemão quando joga, mas tem o Brasil marcado na pele. Finalmente a dupla de atacantes Podolski e Klose são poloneses naturalizados alemães. Na seleção alemã não importa quem canta ou não canta o hino, quem nasceu ou não nasceu na Alemanha, todos jogam com o espírito alemão, e são por isso favoritos ao título. Como dizia um amigo meu: "quando a Alemanha joga mal é vice campeã, jogando bem sempre ganha". Não está tão longe de ser verdade creio eu...
Ainda em 2006 jornalistas perguntaram com tom de desconfiança para Klose (o atacante matador que está apenas a 1 gol de distância do maior artilheiro da história das copas do mundo - Ronaldo):

- Afinal, você é polonês ou alemão ?
Klose respondeu:
- Sou atacante.






KENAKO

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